quarta-feira, 8 de outubro de 2008

História

O peixinho a procura do oceano.

Você me perdoa- disse um peixinho para outro,- você é mais velho que eu e, certamente, poderia me ajudar. Respoda-me: Onde é que eu posso encontrar essa coisa que chamam de oceano! Eu já procurei por muitos lugares mas não deu em nada. Não consegui encontar.
O oceano meu filho- respondeu o peixe mais velho- é exatamante onde você está agora mesmo.Isto aqui! Mas isso daqui é apenas água e nada mais... o que eu estou procurando é o oceano- replicou o peixinho, totalmente decepcionado, enquanto se retirava afim de procurar o oceano em outro lugar.

Meu caro! As vezes procuramos Deus num monte de lugar e nem nos damos conta de que n'Ele nós estamos e vivemos. As vezes procuramos Deus lá nas nuvens mas Ele está bem perto de nós: na natureza, no amiguinho de escola, na família, nos acontecimentos cotidianos e nos desejos mais íntimos do nosso coração.No seu trabalho pastoral, na sua vida de trabalho, na sua vida...Deus está presente. Perceba os grandes ou pequenos sinais que nós na maioria das vezes queremos entender e não conseguimos. Para isso só tem uma explicação: DEUS.

Como coordenador e coroinha, eu encontro sentido naquilo que chamam de “oceano”! Ou ainda não o encontrei o oceano!

Servir e Rezar (Sem. Ricardo Barbieri)

Servir e Rezar: eis a missão de cada cristão!!!
Muito bem!! Estamos entrando no mês de outubro, mês que a Igreja dedica as missões e ao Rosário da Virgem Maria. Sabemos também que em nossa Diocese, está acontecendo as Santas Missões Populares, com o retiro e o convite de sermos missionário de Jesus Cristo em nossa comunidade. A cada dia somos chamados a dar uma resposta em nossa vida. Seja o simples fato de levantar de manhã, arrumar a cama, tomar café e me dirigir para a escola, já estou fazendo uma escolha para minha vida. Porque posso fazer a escolha de ficar dormindo,assim perco a aula, recebo bronca da minha família e ainda por cima ir mal na escola.
Então vocês viram como o simples fato de escolher levantar de manhã, já transforma o meu dia-a-dia!!!
Agora eu faço esta pergunta para cada um de vocês.
Coroinha, como está sendo sua resposta para o chamado de Jesus Cristo para “Servir e Rezar”, em seu grupo e na sua família?
Gostaria muito de saber!! Por isso vou deixar para todos o meu e-mail aqui: (ricardo_barbierii@hotmail.com), e peço aos coordenadores que enviem esses relatos, para podermos ver os frutos desta caminhada junto com Jesus Cristo. Nossa caminhada é longa, mas com Cristo chegaremos lá!!

Uma dica para este mês de outubro. Reunir-se com seu grupo de coroinhas e fazer uma caminhada rezando o terço pelas Graças que a Virgem Maria derramou sobre cada membro do seu grupo e no final, fazer um pique-nique como sinal de partilha e agradecimento pela amizade de cada um.

Ricardo Barbieri é seminarista do 1º ano de filosofia do Seminário Diocesano São José

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Novo Milênio (Pe. Evandro L. Braun)

Sair, Caminhar, Anunciar
Todos os dias somos desafiados a sair de um lugar e a ir para o outro: desde manhãzinha, quando saímos da cama, até a noite, quando vamos ao quarto outra vez. Fazemos muitas coisas e - alguns com maior dificuldade - nos fazemos presentes em muitos lugares ao longo de um dia. Podemos lembrar daqueles que deixam as suas casas ainda bem cedinho para trabalhar nas empresas, nas escolas, nas indústrias, na lavoura. Algumas mães vão até o médico para levar o filho. Outros saem de casa para ir ajudar um visinho. Sem falar naqueles que, no final da tarde, vão caminhar um pouco ou que decidem ir longe visitar uma pessoa. Fomos criados para o movimento. É lógico que alguns momentos de parada, de descanso, de reflexão e de oração são necessários. Mas não podemos ficar estagnados. A vida nos apresenta a necessidade de ir. Também interiormente não podemos parar. Não podemos nos dizer prontos, santos, sem nada mais a descobrir ou a viver. Ainda há muita novidade e experiências grandes pela frente. Quando tudo parece terminado, quando parece que já se chegou lá, então é perigoso que tudo se torne vazio e sem graça. Ficar parado pode ser sinal de que algo não está bem. É preciso ter cuidado. É lógico que precisamos do nosso cantinho, do nosso lugarzinho, mas não fomos feitos para ficar lá sentados, deitados ou esperando que tudo e todos se aproximem. É preciso ir! O desafio é caminhar. Nada de parar na vida! Quando lemos a Sagrada Escritura encontramos Jesus que não se cansa nunca de caminhar. Ele pára em alguns momentos para rezar, para falar com os apóstolos, para cuidar de alguém, mas depois ele continua a sua estrada. Ele não se acomoda. E mais: Jesus nos convida a caminhar, a ir atrás dele: “Segui-me...” (MT 4,19). E aqueles que estavam sentados, como Mateus, colocou-se a caminho com Jesus (cf Mt 9,9). Estes homens e mulheres daquele tempo nos ensinam muito e são modelos para nós, hoje. Mas é importante destacar ainda o grande envio missionário: “Ide e fazei que todas as nações se tornem discípulos... e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei” (Mt 28,19-20). Jesus voltou para o Pai, mas continua agindo no mundo através de nós. Por isso não podemos deixar de evangelizar, não podemos esquecer nunca de que somos missionários.
Como missionários, “desejamos que a alegria que recebemos no encontro com Jesus Cristo chegue a todos os homens e mulheres....” (cf Documento de Aparecida, n. 30). Por isso não nos cansamos de sair de nós mesmos, de sair de casa e sair do nosso mundinho, para chegar até o mundo, a casa e o coração dos irmãos. Que Deus nos dê entusiasmo e alegria para ir ao encontro de quem precisa de Deus!

Para Refletir e Partilhar:
1- Como é o seu corre-corre diário? O que você faz diariamente?
2- Como as palavras “sair, ir e caminhar” se concretizam na sua vida?
3- Como você pode ser um missionário, uma pessoa que anuncia Jesus?
Pe. Evandro L. Braun / evandrobraun@bol.com.br
É reitor do Seminário Propedêutico Mãe da Divina Graça - Carambeí-PR

Fé Iluminada (Sem. Fábio Sejanoski)

Vocação-Oração-Contemplação
Estamos no mês do ROSARIO. É bem verdade que o significado da palavra Rosário não quer dizer uma junção das palavras Rosa e Rio, mas é bem verdade também que, se adaptarmos estas palavras ao seu significado chegaremos a uma bela conclusão! O que é uma rosa senão uma maravilha da natureza? O que é uma rosa senão um símbolo de amor, carinho, afeto, entrega aceitação? É sempre assim: se queremos manifestar tudo isso a alguém, dá-lhe rosas... É bem verdade que uma rosa possui seus espinhos! Mas o que é uma vida senão uma oportunidade de, a partir da beleza daquilo que vem do alto encontrar o caminho para vencermos as dificuldades aqui debaixo? O espinho não está acima da rosa, mas ao contrário: é sua beleza e todo seu significado que está acima dos seus espinhos! Tem que pegar com cuidado, tem que oferecer com cuidado! É um segredo! O nosso Rosário é sem dúvida uma maravilha da natureza! Da natureza de Deus! Pois é no Rosário que temos mais uma oportunidade de meditarmos todos os Mistérios de nossa Salvação. E por causa disto nós, ao rezarmos Com Maria, oferecemos a Deus todo o nosso amor, carinho, entrega e aceitação... é bem verdade que muitas vezes é difícil rezarmos o Rosário, mas é bem verdade também que todas as vezes que o recitamos esquecemos as dificuldades aqui debaixo e contemplamos com alegria a Beleza que vem do Alto. E onde entra o Rio nesta história? Um rio começa pequeno, um simples córrego que ao longo do caminho vai ganhando forças e se transforma em um grande canal que não se acaba antes de chegar ao seu grande destino que é o Mar. O Rosário é assim uma oportunidade de começarmos devagar a trilhar um caminho em direção ao nosso grande objetivo que é Deus! E quem nos conduz? Quem nos auxilia? Quem nos dá forças? Maria: é com ela que chegamos a Cristo, e com Ele chegamos ao Pai. “O Rosário é uma grande oração contemplativa, bastante útil aos homens de hoje, preocupados todos com muitas coisas; é a oração própria de Maria e dos seus devotos” (João Paulo II). Com Maria rezamos pela união das famílias e por todas as vocações da nossa Igreja. É, pois o mês de celebrarmos com grande carinho nossa Mãe do Céu em duas festas muito bonitas: a de N. S. do Rosário e de N. S. Aparecida. É o mês Missionário, o mês de S. Francisco de Assis, o mês dos Santos Anjos da Guarda, o mês das Crianças e da Juventude. E assim quero convidar a você para que neste mês, com seu coração de criança, rezarmos pelas vocações, para que os jovens abram seu coração ao chamado de Deus: “Jesus, que foste pequenino como eu, venho pedir-te com humilde coração que olhes com carinho as crianças do mundo inteiro e desperte em todos nós o desejo de sermos bons ajudantes de teu projeto de vida”. Protege minha família, meus colegas e amigos. Maria, que é tua mãe e minha também, acompanhe meus passos. Envia Jesus, muitas vocações, capazes de fazer de nós teus verdadeiros amigos, amém.
(Sem. Fábio Sejanoski é do 4º ano de Teologia do Seminário Diocesano São João Maria Vianney)

Zeladores(as) em Missão (Sem. Adriano Perek)

Ainda trazemos em nosso coração, de modo muito forte, as bonitas experiências que realizamos em nosso congresso. Foi um “presente” de Deus para nós. A beleza do encontro se manifestou pelas palavras que ouvimos dos pregadores, onde pudemos refletir mais sobre aquilo que Deus pede para nós. Esta beleza também se manifestou em tantas pessoas que encontramos no decorrer do dia, e tantos outros fatos que Deus nos proporcionou durante o dia. Sem dúvida, todos que participaram fizeram uma experiência única em suas vidas, cada um tem muitas coisas para contar sobre o congresso.
Não podemos parar por aqui, depois desta experiência que nos animou, e nos motivou a continuarmos nosso bonito e rico trabalho de Evangelização, vamos buscar, cada vez mais, darmos passos maiores na construção do Reino de Deus. Continuemos com coragem a Evangelizar.
(Sem. Adriano Perek é do 3º ano de Filosofia do Seminário Diocesano São José)

Fruto da nossa oração! (Sem. Marcelo F. Ribas)

Olá! Sou o Marcelo, seminarista do 3º ano de filosofia, natural de Carambeí, Paróquia Imaculada Conceição. Quero partilhar com vocês um pouco de minha história vocacional. Até meus 16 anos, fui um adolescente que não participava da Igreja. Porém, no ano de 2003 passei a participar das missas de dia de semana na matriz, assim que chegava do colégio, e justamente no final de uma dessas missas, o Pe. Zé Lauro chamou-me para conversar com o Pe. Evandro, o reitor do Seminário Propedêutico, em Carambeí. O Pe. Evandro, por sua vez, convidou-me para participar do Grupo de Orientação Vocacional (GOV), um encontro de adolescentes e jovens para descobrir a vocação. O GOV acontece ainda lá no Seminário e, por estar freqüentando aquele ambiente, senti-me fortemente atraído a viver esse ideal. Fiz estágios para entrar no Seminário Menor, em Irati, mas não fui aprovado, e isso me doeu muito, de modo que deixei de lado o interesse pela vocação. Contudo, depois que terminei o ensino médio, em 2004, fui fortemente abalado pelas dúvidas sobre o rumo de minha vida e, mesmo perdido, eu me arrisquei a fazer a semana de convivência no Propedêutico. No primeiro dia dessa semana, conversei com o padre que eu só iria ficar aqueles dias para fazer um retiro, e que não iria entrar no seminário. Bem, essa semana não mais terminou em minha vida! Que a Mãe de Deus os abençoe pelo maravilhoso trabalho de rezar por nós, vocacionados!
(Seminarista Marcelo Ferreira Ribas é do 3º de Filosofia do Seminário São José da Diocese de Ponta Grossa-PR)

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Estudo

A Vocação na Bíblia

A Bíblia é como um algum de fotografias em que se encontra uma variedade imensa de vocações que trazem luz para iluminar a vocação que sentimos dentro de nós.
No apêndice do estudo: “Juventude: vocação e compromisso à luz da Palavra de Deus”, frei Carlos Mesters traça alguns perfis dos vocacionados e vocacionadas apresentandos na Sagrada Escritura. O autor percorreu as páginas da Bíblia olhando de perto o chamado de algumas das pessoas mais conhecidas, dando, para cada uma delas, uma breve chave de leitura.
O tema foi apresentado no XXI Curso de Verão, em janeiro de 2008, em São Paulo (SP), cuja temática geral era: “Juventude: caminhos para outro mundo possível”. O Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização (CESEP) publicou, junto com a Paulus Editora, um livro com todo o conteúdo do curso (cf. http://www.cesep.org.br/). Há inclusive, a opção de se fazer este mesmo curso “on line”.
O objetivo de Carlos Mesters, com o apêndice ao seu estudo, foi mostrar a variedade tanto no chamado como na resposta. Ele chega a designar “álbum da Família de Deus” ao elenco apresentado, feito “seguindo o critério da ordem cronológica, desde o início do tempo dos patriarcas do século XVIII antes de Cristo até o fim da época das primeiras comunidades cristãs do fim do primeiro século depois de Cristo”. O autor recorda que outros critérios de divisão e seleção poderiam ser utilizados, como, por exemplo, a origem da vocação, função ou missão, problemas enfrentados pela pessoa chamada na execução da sua vocação, mulheres ou homens, jovens ou idosos. E lembra que o quadro poderá ser completado, “olhando a vocação das muitas outras pessoas que não foram lembradas no elenco”. As perguntas colocadas ao final do apêndice ajudam no estudo aprofundado de cada uma das vocações.
Aqui apresentamos apenas a relação dos vocacionados e vocacionadas da época de Jesus e das comunidades dos primeiros cristãos. Mas recomendamos o estudo completo, inclusive do tema apresentado no Curso de Verão.

A variedade das vocações dentro do mesmo Projeto de Deus
A maneira de Deus chamar as pessoas é muito variada. Nenhuma vocação se repete. Chama Abraão e Sara de um jeito, e Maria Madalena de outro jeito. Também a maneira de perceber a vocação é diferente, e diferentes são as respostas que são dadas. Uns oferecem resistências, outros aceitam logo. Uns, como Jeremias, têm problemas e dúvidas, lutam com a vocação até o fim da sua vida. Outros, como Amós, não têm problemas nem dúvidas e aceitam o chamado que se torna eixo de suas vidas. Uns são chamados desde a juventude; e outros, só depois de velhos. Uns são chamados para uma tarefa bem limitada; e outros, para uma missão que envolve a vida inteira.
A Palavra que chama, às vezes, se impõe com força irresistível, como fogo dentro dos ossos (Jr 20, 9) ou como martelo que arrebenta as rochas (Jr 23, 29). Outras vezes, deixa a pessoa na revolta e no sofrimento (Jr 20, 7-18), outras vezes na alegria (Jr 15, 16). Para uns, o chamado de Deus vem com muita clareza; para outros, não há clareza nenhuma, eles não percebem nada de Deus. Sentem apenas uma necessidade humana que não pode ficar sem resposta. E quando, no julgamento final, Deus os elogia (Mt 25, 34-35), eles dizem: “Quando foi que vi o senhor com fome e sede, sem roupa e na prisão, doente? Não estou lembrado!” (Mt 25, 37-39). E Deus responderá: “Foi quando você ajudou aquela pessoa pobre. Era eu!” (Mt 25, 40).
Umas pessoas são chamadas para libertar o povo (Is 61, 1; Ex 3, 10); outras, para organizá-lo, para presidir suas assembléias, organizar o culto, cantar, profetizar, denunciar, animar, anunciar, aconselhar, guiar, reprimir, governar (Rm 12, 4-8; 1Cor 12, 4-11). Vocação para missões grandes e missões pequenas, importantes e menos importantes, ligadas ao povo todo e ligadas a um pequeno grupo. Missões que valem para muitas gerações, outras que valem para pouco tempo ou só para a pessoa que a recebe.
Para chamar as pessoas, Deus usa os mais variados meios de comunicação: sorteio, aclamação, indicação da comunidade, percepção das necessidades do povo, ação de bravura, perigo de guerra, chamado interior, aparição de anjo, sonhos, chamado de um companheiro etc. etc. ... Nenhuma vocação se repete.
O chamado de Deus não tira a liberdade das pessoas, pois elas reagem: “Quem sou eu?”. Cada um reage do seu jeito diante da missão que recebe. Cada um trava duas lutas dentro de si: a grande luta da transformação do mundo e a pequena luta da conversão pessoal. Ambas são igualmente importantes.
Zacarias: não foi capaz de crer no chamado e ficou mudo (Lc 1, 11-22);
Isabel: era estéril, mas acreditou no chamado, concebeu e tornou-se capaz de reconhecer a presença de Deus em Maria (Lc 1, 23-25.41-45);
João Batista: chamado desde o seio materno (Lc 1, 11-17), assume a missão com coragem (Mc 6, 17-29). É o primeiro profeta depois de muitos séculos de silêncio (Lc 1, 59-66; Mt 11, 7-15);
José: chamado a ser o esposo de Maria, rompe com as normas do machismo da época, e não manda Maria embora (Mt 1, 18-25);
Maria: acostumada a ruminar os fatos (Lc 2, 19-51), percebe e acolhe a Palavra, trazida pelo anjo Gabriel, a ponto de encarná-la em seu seio, em sua própria vida (Lc 1, 26-38);
Apóstolos: foram chamados para estarem com Jesus, para anunciarem a palavra e para combaterem o poder do mal (Mc 3, 13-19). O chamado de cada um dos doze e de algumas discípulas encontra-se no capítulo VI: “Jesus chama pessoas para estarem com ele e irem em missão”;
Pedro: pessoa generosa e entusiasta (Mc 14, 29.31; Mt 14, 28-29), mas na hora do perigo e da decisão, o seu coração encolhia e voltava atrás (Mt 14, 30; Mc 14, 66-72). Jesus rezou por ele (Lc 22, 31);
Tiago e João: dois irmãos. Estavam dispostos a sofrer com Jesus (Mc 10,39), mas eram violentos (Lc 9, 54). Jesus os chamou “filhos do trovão” (Mc 3, 17). João pensava ter o monopólio de Jesus. Jesus o corrigiu (Mc 9, 28-40);
Filipe: tinha jeito para colocar os outros em contato com Jesus (Jo 1, 45-46), mas não eram muito prático em resolver os problemas (Jô 6, 5-7; 12, 20-22). Parecia um pouco ingênuo. Jesus chegou a perder a paciência com ele: “Filipe, tanto tempo que estou com vocês, e você ainda não me conhece?” (Jô 14, 8-9);
André: pessoa prática. Foi ele que encontrou o menino com cinco pães e dois peixes (Jo 6, 8-9). É a ele que Filipe se dirige para resolver o caso dos gregos que queriam ver Jesus (Jo 12, 20-22), e é André que chama Pedro para encontrar-se com Jesus (Jo 1, 40-43);
Tomé: com teimosia sustentou sua opinião, uma semana inteira, contra o testemunho de todos os outros (Jo 20, 24-25). É que o Jesus ressuscitado em quem Tomé acreditava tinha de ser o mesmo Jesus que fora crucificado e que carregava os sinais da tortura no corpo (Jo 20, 26-28);
Natanael: era bairrista e não podia admitir que algo de bom pudesse vir de Nazaré (Jo 1, 46). Mas quando Jesus lhe explica, ele s entrega (Jo 1, 49). Este Natanael aparece só evangelho de João. Alguns o identificam com o Bartolomeu que aparece na lista do evangelho de Marcos (Mc 3, 18);
Mateus: era um publicano, pessoa excluída pala religião dos judeus (Mt 9, 9). Sabemos pouco da sua vida. Nos evangelhos de Marcos e Lucas ele é chamado Levi (Mc 2, 14; Lc 5, 27). O nome Mateus significa “dom de Deus”. Os excluídos são “mateus” (dom de Deus) para a comunidade;
Simão: era um zelote (Mc 3, 18). Dele, só sabemos o nome e o apelido. Nada mais. Ele era zelote, isto é, fazia parte do movimento popular que na época se opunha à dominação romana;
Judas: guardava o dinheiro do grupo (Jo 12, 6; 13, 29). Tornou-se o traidor de Jesus (Jo 13, 26-27). Setenta anos depois da traição, no fim do primeiro século, o autor do quarto evangelho ainda tem raiva dele e o chama de “ladrão” (Jo 12- 4-6);
Samaritana: teve dificuldade em perceber o chamado (Jo 4, 7-30), mas tornou-se uma grande apóstola no meio do seu povo (Jo 4, 39-42);
A moça do perfume: teve a coragem de quebrar as normas da época e entrou na casa do fariseu, onde Jesus estava. Banhou os seus pés com lágrimas, enxugou-os com seus cabelos e ungiu-os com perfume (Lc 7, 36-50);
A mulher Cananéia: gritou atrás de Jesus pela saúde de sua filha doente e, chamada de cachorrinho por Jesus, teve a coragem de exigir os seus direitos como cachorrinho: receber as migalhas que caem da mesa dos filhos (Mt 15, 21-28);
O jovem rico: observava todos os mandamentos desde criança, mas chamado para abandonar tudo que tinha e dá-lo aos pobres a fim de poder seguir Jesus de perto, não teve coragem e voltou atrás (Mc 10, 17-31);
Nicodemos: era membro do Sinédrio, o Supremo Tribunal da época. Homem importante. Ele aceita a mensagem de Jesus, mas não tem coragem de manifestá-lo publicamente (Jo 3, 1). Junto com José de Arimatéia, cuidou da sepultura de Jesus (Jo 19,39);
Joana e Susana: Joana era esposa de Cusa, procurador de Herodes, que governava a Galiléia. As duas faziam parte do grupo de mulheres que seguiam a Jesus, o serviam com seus bens e subiam com ele até Jerusalém (Mc 15, 40-41; Lc 8, 2-3);
Maria Madalena: era nascida na cidade de Magdala. Daí o nome Ma(g)dalena. Jesus a curou de uma doença (Lc 8, 2). Ela o seguiu até o pé da cruz (Mc 15, 40). Depois da páscoa, foi ela que recebeu de Jesus a ordenação de anunciar aos outros a Boa Nova da Ressurreição (Jo 20, 17; Mt 28, 10);
Matias: chamado a ser apóstolo, por sorteio, após uma reunião dos outros onze apóstolos (At 1, 15-26);
Barnabé: o primeiro a partilhar os seus bens (At 4, 36s), é chamado a enfrentar missões difíceis (At 9, 26-27; 11, 22.25; 13,2);
Paulo: foi chamado num momento em que tudo indicava o contrário, pois era perseguidor (At 9, 1-19). O chamado o derruba na estrada (At 9, 4); ele fica cego (At 9, 3);
Lídia: sente o chamado ao ouvir a pregação de Paulo; torna-se a primeira coordenadora das Comunidades da Europa (At 16, 14s);
Andrônico e Júnia: são chamados por Paulo de “parentes e companheiros de prisão, apóstolos importantes que se converteram a Cristo antes de mim” (Rm 16, 7);
Febe: chamada a ser diaconisa, torna-se “irmã” de Paulo e presta seu serviço a muita gente (Rm 16, 1-2);
Timóteo: preparado pela formação recebida em casa (2Tm 1, 5; 3, 14), é chamado a ser companheiro de Paulo (At 16, 1-3);
Prisca e Áquila
: casal amigo de Paulo. Os dois respondem ao chamado, combinando as exigências das comunidades com as possibilidades da sua profissão (At 18, 2-3; Rm 16, 3-5).

Para aprofundar a vocação na Bíblia

1- Qual a origem da vocação e qual o objetivo que ela quer atingir na vida da pessoa chamada?
2- Qual a missão que a pessoa chamada recebe dentro do conjunto do povo de Deus?
3- Quais os critérios de escolha que Deus usou para chamar a pessoa?
4- Quais os recursos para realizar a missão?
5- Quais as resistências que a pessoa chamada oferece e por quê?
6- Quais os problemas que a pessoa chamada encontra na execução da sua vocação e como os enfrenta?
7- Vocação pessoal e situação do povo: como essas duas realidades estão relacionadas entre si na vida da pessoa chamada?
8- Quais as vocações que as mulheres recebem, dentro do conjunto do povo de Deus?
9- Quais os traços do rosto de Deus que transparecem em cada chamado?10- De todas essas vocações, com qual delas você mais se identifica e com quais você menos se identifica? Por quê?

Fonte: Revista Rogate de animação vocacional. Ano XXVII - nº 26 - Setembro 2008 - p. 10-13.