terça-feira, 2 de junho de 2009

O Sagrado Coração de Jesus

No centro do mistério do mundo está Jesus Cristo e no centro Mistério de Cristo está a Sua Paixão, Morte e Ressurreição. E no centro disto está o Amor de Seu Coração. Desta forma podemos afirmar, sem medo, que a Festa do Sagrado Coração de Jesus nos conduz a essência do Cristianismo: Cristo, Filho de Deus e Salvador do mundo que amou até as últimas conseqüências, entregando-se para a nossa Redenção na Cruz. Há maior prova de Amor? Amor assim só pode brotar do coração.
O coração é centro vivo de onde germinam todas as decisões. O coração é o símbolo da profundidade e autenticidade dos sentimentos e palavras, portanto, da sua fonte profunda que é o Amor. Cristo, homem perfeito, amou como nenhum outro homem e na “sua escola da vida” nós aprendemos amar com dimensões completamente novas e com convicção, de forma tenra e dedicada. Mas é necessário estar ciente que o Amor se torna verdadeiro quando passa pela dimensão da Morte, mas não se trata de morrer na Cruz como Cristo, mas de morrermos para nossos desejos e vontades, pois para amar o próximo e a Deus se faz necessário um despojamento de si e uma doação plena ao outro. “Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois os meus discípulos: se vos amardes uns aos outros” (Jo 13,34-35).
Trata-se de uma morte de despojamento, de renúncia, perda e esquecimento de si. Cristo tomou o sofrimento e a dor sobre Si e a transformou em vida, através de Sua Paixão. “O Amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece Deus. Quem não ama, não chegou a conhecer a Deus, pois Deus é Amor... . Se nos amamos uns aos outros, Deus permanece conosco e Seu Amor é plenamente realizado entre nós... . Deus é Amor: quem permanece no Amor, permanece com Deus e Deus permanece com ele” (1Jo 4,7ss). Porém, podemos nos perguntar: como realizar isto? E o próprio Cristo nos dá a receita: “... aprendei de Mim, porque Sou manso e humilde de coração” (Mt 11,29). O Cristianismo tem seu núcleo no Amor de Cristo para com a humanidade, ou seja, o Cristianismo é um Mistério de Amor. Ser cristão é acreditar no Amor de Deus por nós e difundi-Lo, através do testemunho de vida, pois o desejo mais profundo do ser humano é amar e ser amado.


Sem. Martinho Hartmann
E-mail: mlhartmann@terra.com.br

Vida de Crismados

Ungidos no Sacramento da Confirmação, os cristãos “são vinculados mais perfeitamente à Igreja, enriquecidos de força especial do Espírito Santo”, e assim tornam-se “verdadeiras testemunhas de Cristo” (CIC, n. 1285). Aliás, o “selo do Espírito Santo marca a pertença total a Cristo, o colocar-se a seu serviço, para sempre...” (CIC, n. 1296).
E tantas pessoas do nosso tempo têm alegria em comunicar aos outros a experiência profunda que fizeram do Senhor. Vivem a profundidade do mistério celebrado na Crisma. Fico impressionado com o testemunho de uma senhora da comunidade onde moro. Ela não tem preguiça de ir ao encontro dos outros, é sempre disponível para ajudar, preocupada em revelar o rosto de Jesus, muito mais pelo testemunho do que pelas palavras. Olhando para esta senhora, frágil e feliz, podemos concluir como é verdadeiro o que diz o Documento de Aparecida:
“Quando cresce no cristão a consciência de pertencer a Cristo, em razão da gratuidade e alegria que produz, cresce também o ímpeto de comunicar a todos o dom desse encontro. A missão não se limita a um programa ou projeto, mas é compartilhar a experiência do acontecimento do encontro com Cristo, testemunhá-lo e anunciá-lo de pessoa a pessoa, de comunidade a comunidade e da Igreja a todos os confins do mundo (cf At 1,8).” (DA, n. 145).
Percebemos assim que Deus, pelo Sacramento da Confirmação, nos dá a graça para partilhar e tornar concreto o Dom recebido, a graça de sermos cristãos. Esta vida de verdadeiros cristãos, vida espiritual, também percebida no testemunho de tantas pessoas, comporta três elementos essenciais:
- empenho no viver bem o presente. Viver o agora com intensidade, com empenho, com esforço. Aliás, o agora é o único tempo que temos à disposição.
- interiorização(entrar dentro de si), oração e silêncio. É uma necessidade sempre atual. No interior de nós mesmos, encontramos o próprio Deus. Este é o segredo de uma vida equilibrada.
- serviço. A espiritualidade comporta o sair de si. Não há como ficar parado depois de um encontro com Deus e quando se está cheio do Espírito. O Espírito nos move para a ação concreta, para o compromisso evangelizador e social.
A crisma, sacramento da maturidade, nos capacita para uma vida comprometida e nos dá as condições necessárias para viver melhor e para levar ao mundo o Dom acolhido.
Somos desafiados a viver intensamente a graça de sermos cristãos, participando da vida e da missão de Jesus. As pessoas do nosso tempo esperam por testemunhas da verdadeira santidade de Deus. Façamos a nossa parte!

Para Refletir e Partilhar:
1. Como você tem vivido seu compromisso de crismado?
2. O que você pode fazer para que mais pessoas conheçam e sigam Jesus Cristo?
3. Conheço pessoas que são verdadeiras testemunhas do Cristo no meio do mundo?

Pe. Evandro Luis Braun
E-mail: evandrobraun@bol.com.br

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Um ano na Igreja para redescobrir a beleza do sacerdócio

O cardeal Hummes explica a iniciativa do Papa para recuperar o orgulho sacerdotal
CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 26 de maio de 2009 (ZENIT.org).-
Em meio aos escândalos de sacerdotes que inquietaram a opinião pública nos últimos tempos, Bento XVI convoca um “ano sacerdotal” para mostrar que as falhas destes não são representativas da grande maioria do clero.
Assim explica o prefeito da Congregação Vaticana para o Clero, cardeal Cláudio Hummes, em uma carta enviada por ocasião do ano sacerdotal, convocado por Bento XVI a partir de 19 de junho, por ocasião do 150º aniversário da morte de São João Maria Batista Vianney, o Santo Cura de Ars.
Segundo esclarece o purpurado brasileiro, será “um ano positivo e propositivo, no qual a Igreja quer dizer, sobretudo aos sacerdotes, mas também a todos os cristãos, à sociedade mundial, mediante os meios de comunicação globais, que está orgulhosa de seus sacerdotes, que os ama e os venera, que os admira e que reconhece com gratidão seu trabalho pastoral e seu testemunho de vida”.
O cardeal Hummes reconhece que “é verdade que alguns foram vistos envolvidos em graves problemas e situações delicadas. (...) Obviamente, é necessário continuar a investigação, julgar-lhes devidamente e infligir-lhes a pena merecida”, declara.
Contudo, acrescenta, “estes casos são uma porcentagem muito pequena em comparação com o número total do clero”.
“Na sua imensa maioria, os sacerdotes são pessoas muito dignas, dedicadas ao ministério, homens de oração e de caridade pastoral, que investem toda a sua vida na realização de sua vocação e missão, muitas vezes com grandes sacrifícios pessoais, mas sempre com amor autêntico a Jesus Cristo, à Igreja e ao povo, solidários com os pobres e os que sofrem.”
“Por isso, a Igreja está orgulhosa de seus sacerdotes em todo o mundo”, sublinha a carta do cardeal.
O Ano Sacerdotal começará em 19 de junho, solenidade do Sagrado Coração de Jesus, com a celebração das Vésperas, presidida pelo Papa, diante das relíquias de São João Maria Vianney, levadas a Roma pelo bispo de Belley-Ars.
Ao anunciar este ano, em 16 de março passado, Bento XVI explicou que com isso pretende “favorecer esta tensão dos sacerdotes pela perfeição espiritual, da qual depende, sobretudo, a eficácia do ministério”.
Por este motivo, o cardeal Hummes considera que deve ser, antes de tudo, “um ano de oração dos sacerdotes, com eles e por eles, um ano de renovação da espiritualidade do presbitério e de cada presbítero”.
Por outro lado, o purpurado considera que este ano deve dar a oportunidade para examinar “as condições concretas e a sustentação material em que vivem nossos sacerdotes, às vezes submetidos a situações de dura pobreza. Ao mesmo tempo, um ano de celebrações religiosas e públicas, que levem o povo, as comunidades católicas locais, a rezar, a meditar, a festejar e a prestar uma justa homenagem aos seus sacerdotes”.
Com criatividade, o cardeal pede que em cada conferência episcopal, em cada diocese ou paróquia ou em cada comunidade eclesial “se estabeleça o mais breve possível um verdadeiro e próprio programa para este ano especial”.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Diante do Sofrimento, Reação. (Emerson Trisote)

Necessito nesse momento de um tempo longo de reflexão, paz, silêncio e muito empenho para poder enfrentar as dificuldades que a mim se apresentam nesse instante. É assim que em determinados dias nós nos encontramos e diante dessa realidade precisamos dar uma reviravolta no nosso agir, temos que nos decidir por fazer algo novo, diferente, e a partir dos problemas reagir. Como reagimos diante de tudo que se apresenta a nós?
Através da fé em Cristo, do amor e silencio de Maria Santíssima e confiantes de que a graça de Deus age em nosso ser. Tomar um novo rumo e continuar a caminhar. E nesse contexto, paremos para uma reflexão e lembremos do que o evangelho de Mateus nos ensina, somos chamados a ser sal na terra e luz no mundo. Temos que dar sabor na vida das pessoas, tudo na medida certa e luz para iluminar os passos daqueles que estão meio perdidos, desiludidos e sem esperar nada de sua vida. Mas, isso só ocorre quando eu reconheço em mim os sentimentos que estão presentes e consigo ficar bem comigo mesmo. Portanto, pensemos em nós, e a partir de nosso viver, possamos reagir perante os obstáculos que a própria vida nos oferece.
E, é assim que queremos dar passos nesse mês, dedicado a Maria. Saibamos ser como Ela que, mesmo na dor, guardava tudo em seu coração e fazia com alegria a vontade de Deus. Ao rezar peçamos: “Rogamos a Deus força, coragem e animo para continuarmos o caminho, mesmo nos momentos Tristes que estejamos passando. Agradecemos ao Senhor pelas graças recebidas até o momento presente. E pela intercessão de Maria, ajudai-nos a fazer sempre a vontade do Pai”. Amém
Sem. Emerson Trisote
E-mail: trisote@bol.com.br

Fruto de nossa Oração

Saudações a todas as zeladoras de capelinha de nossa Diocese: que Deus as ilumine sempre! Quem comunica estas palavras é Luis Valério Prandel, seminarista do Seminário Diocesano de Filosofia São José. Quero relatar um pouco da minha história vocacional...
Nasci em Ponta Grossa no dia 20 de maio de 1983 e fui criado também aqui. Meus pais chamam-se Silvana Rodrigues e Luis Carlos. Tenho dois irmãos, Juliana Aparecida e Silvio Mauricio.
Iniciei minha caminhada com Jesus na capela Nossa Senhora das Dores (vila Santa Terezinha) da Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, onde fui batizado. Também recebi o sacramento da Primeira Eucaristia e me tornei coroinha. Mais tarde entrei na equipe de liturgia e depois tive a vontade de ser catequista. Foi a partir daí que senti que Jesus tinha algo muito bom preparado para mim. Assim, o tempo passou, mas “para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo dos céus” (Ecle 3,1).
Continuei meus estudos, me formei em um curso superior e iniciei o mestrado. Foi neste período, com 23 anos, senti um Chamado muito mais intenso, que era o de servir a Deus através da vocação sacerdotal. No ano de 2006 conversei com o Pe. Glauco que me incentivou a fazer estágio vocacional. No ano seguinte, ingressei no seminário Propedêutico e este é meu segundo ano no seminário de Filosofia.
Sinto que nestes três anos de seminário foram momentos de intimidade profunda com Jesus mediante orações, convivência comunitária, pastorais e desta maneira pude responder verdadeiramente o Chamado de Cristo.
Sem. Luis Valério Prandel
E-mail:
luisprandel@hotmail.com

Mês de Maio é Mês da Mãe

Este é um mês especial: “Mês das Mães”. As Mães que Deus escolheu para nos gerar, criar, educar, proteger e amar. Não foi por mero acaso, que este é o Mês de MARIA, a Mãe de Jesus. Maria, através de seu semblante deixa transparecer a divindade de seu Filho muito amado, Jesus. Ela é a Mãe do Puro Amor. Maria é promessa e esperança, é ternura e solidariedade, é bondade e amor. É o veículo direto que nos comunica com Seu Filho. É nossa intercessora. A ela, confiamos nossas fraquezas, nossos sofrimentos, nossas limitações. Maria é nosso socorro. O colo de Maria é maternal, nele, encontramos abrigo e consolo. Ela nos conforta e nos acalenta. A presença da Virgem Maria em nossas vidas é real, pois, Maria nos guia a cada momento, sendo Mãe cuidadosa e amorosa para com seus filhos.
Devemos ser fiéis à Mãe de Deus, oferecendo nossas orações, aflições, angústias e tendo-A em lugar especial e respeitoso em nossas vidas. Ela, não se esquece de nós. Sejamos mães comprometidas com nossos filhos, até as últimas conseqüências. Isso alegrará o Coração de Maria. Maria é Mãe Celeste das Mães e com Maria firmamos nosso elo de união com Jesus Cristo, Seu Filho. O profundo mistério de ser Mãe de Deus a coloca numa posição privilegiada na história da salvação, elevando-a acima de todas as criaturas. Porém, não podemos esquecer que sua vida foi de ser humano normal semelhante à nossa, com as devidas diferenças da época.
Estamos acostumados a vê-la nos altares, merecidamente, envolta em vestes douradas, mãos postas, glorificada. Mas, nos esforcemos para também vê-La de avental, cozinhando e lavando como as nossas mães. Ser Zeladora de Capelinha é manter uma relação de “igualdade” com Nossa Senhora e, ao mesmo tempo, de grandezas diferentes.
O Sim de Maria é o Sim do verdadeiro e Santo Amor. Queremos pedir um pouco da Sua coragem, para darmos o “sim” necessário à realização do Plano de Deus em nós. O Sim da Virgem Maria a coloca em plena disponibilidade ao Criador, isto, sem pensar nas conseqüências, fazendo a Sua entrega total, mostrando o Seu Amor incondicional a Deus. Maria foi o maior exemplo de fé, de certeza e de fidelidade ao Pai. Maria renuncia sua própria vida de jovem comum e assume o principal papel na História Universal, o de Mãe de Deus. Maria proporcionou o encontro dos filhos com o Pai. Ser Zeladora de Capelinha é levar Cristo, através de Maria, a todos os Filhos de Deus. Ser Zeladora é ser Mãe. Muito obrigado pelo seu testemunho de Mãe e Zeladora.
Fraternalmente, Seminarista Martinho Luis Hartmann.

Compromisso de Oração

Nossa vocação primordial, a partir do batismo, é a santidade de vida. Mas não podemos deixar de valorizar as vocações específicas. Todos somos chamados a testemunhar Jesus, cada um num caminho bem próprio. Entre as vocações de especial consagração se destacam o sacerdócio e a vida religiosa.
O papa Bento XVI escreveu a Mensagem para o 46º dia mundial de oração pelas vocações ao sacerdócio e à vida consagrada, que acontece no dia 3 de maio de 2009. Este texto tem como tema “A confiança na iniciativa de Deus e a resposta humana”. Poderíamos destacar algumas frases da mensagem do papa para a nossa reflexão. Vale a pena considerar esta constatação feliz: “no decorrer dos séculos, respondendo à vocação do Senhor e dóceis à ação do Espírito Santo, fileiras inumeráveis de presbíteros e pessoas consagradas puseram-se ao serviço total do Evangelho na Igreja. Demos graças ao Senhor, que continua hoje também a convocar trabalhadores para a sua vinha”.
Mais a frente o papa nos lembra da nossa responsabilidade de cristãos, discípulos e missionários a serviço da vida. Trata-se da necessidade de se rezar pelas vocações: “o nosso primeiro dever é manter viva, através de uma oração incessante, esta invocação da iniciativa divina nas famílias e nas paróquias, nos movimentos e nas associações empenhados no apostolado, nas comunidades religiosas e em todas as articulações da vida diocesana. Devemos rezar para que todo o povo cristão cresça na confiança em Deus, sabendo que o «Senhor da messe» não cessa de pedir a alguns que livremente disponibilizem a sua existência para colaborar mais intimamente com Ele na obra da salvação”.
Sabemos das inúmeras necessidades da Igreja e, por isso não podemos deixar de elevar nossa prece ao Senhor da Messe para que envie operários para a sua messe. Certamente seria interessante que na sua comunidade mais padres e religiosos estivessem colocando a sua vida a serviço e dando testemunho de Cristo. Rezemos também para que os chamados sejam fiéis à sua vocação. O papa destaca as exigências para aqueles que são chamados: “escuta atenta e prudente discernimento, generosa e pronta adesão ao projeto divino, sério aprofundamento do que é próprio da vocação sacerdotal e religiosa para lhe corresponder de modo responsável e convicto”. Nosso compromisso é rezar pelos sacerdotes, religiosos, seminaristas e candidatos à vida consagrada. Rezemos ainda para que muitos jovens, fazendo a experiência do chamado de Deus para o sacerdócio e a vida religiosa, sejam capazes de dizer um sim generoso.
Pe. Evandro Luis Braun
E-mail: evandrobraun@bol.com.br